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Mão de obra na construção civil em 2026

A construção civil brasileira entra em 2026 com perspectivas mistas, embora indicadores econômicos e expectativas de crescimento mostrem sinais moderados de retomada, o setor ainda enfrenta desafios estruturais que limitam seu potencial.

Mão de obra na construção civil em 2026

Ao analisar o panorama da construção civil em 2026, torna-se evidente que o principal gargalo operacional permanece sendo a crônica escassez de mão de obra qualificada. Este desafio, que já se arrasta por anos sem uma solução definitiva, reflete diretamente nos indicadores de custos do setor.     

Esta lacuna de profissionais não apenas eleva os preços dos serviços e insumos, mas também compromete a competitividade do setor frente à demanda reprimida por habitação e infraestrutura, tornando a formação e retenção de talentos um tema central para o desenvolvimento sustentável da construção civil brasileira em 2026.

Para enfrentar a escassez de mão de obra em 2026, o setor aposta no treinamento estratégico e na qualificação técnica das equipes como pilares de sustentação. A pesquisa da Falconi revela que o investimento no capital humano, aliado ao suporte da inteligência artificial, é essencial para destravar gargalos produtivos e reduzir custos. 

Crise de Mão de Obra INCC 2026

Em janeiro de 2026, o Índice Nacional de Custo da Construção – INCC-M registrou uma alta mensal de 0,63%, acima dos 0,21% observados em dezembro de 2025, e acumula 6,01% nos últimos 12 meses, de acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), refletindo o aumento dos custos no setor de construção civil.

Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelo grupo de mão de obra, que apresentou uma variação expressiva de 1,03% no mesmo período e registrando acumulado 12 meses de 9,12p.p., evidenciando uma pressão inflacionária no setor superior à observada em dezembro de 2025, quando a variação dessa categoria foi de apenas 0,32%

Esse salto demonstra que, embora o setor projete um crescimento no PIB setorial em torno de 2,7% para este ano, a pressão salarial e a dificuldade de recrutamento forçam as empresas a adotarem estratégias de industrialização e métodos off-site como forma de mitigar a dependência de processos manuais e otimizar a produtividade nos canteiros.

Comparação com a inflação geral do Brasil

Fazendo um comparativo com o acumulado do INCC, que registrou uma inflação de aproximadamente 6,01% no metro quadrado até janeiro de 2026, nota-se que o aumento no setor superou o IPCA, que fechou o mesmo período em 4,44%. Isso mostra que os custos de construção subiram acima da inflação geral do país. No entanto, o que realmente chama a atenção é o acumulado da mão de obra, com uma alta de 9,12%, a diferença em relação aos outros índices fica ainda mais evidente, (imagem abaixo com os índices):

Mão de obra na construção civil em 2026      

Confiança dos empresários

O setor da construção iniciou 2026 apresentando um cenário de contrastes. De um lado, o Índice de Confiança da Construção (ICST) deu um salto de 2,8 pontos em janeiro, atingindo os 94,0 pontos, impulsionado pelo otimismo com novos investimentos e programas habitacionais. Por outro lado, essa confiança ainda não se traduziu em aceleração produtiva imediata, já que o NUCI registrou queda de 1,1 ponto percentual, fechando em 77,4%. Esse recuo na utilização da capacidade, somado à baixa nos índices de uso de mão de obra (78,4%) e maquinário (73,0%), reforça que o setor ainda precisa superar gargalos operacionais e de custos para consolidar seu crescimento. dificuldade em encontrar mão de obra qualificada no mercado.  

Conclusão

Mesmo com a confiança empresarial atinge seu melhor nível em quase um ano, a construção em 2026 encara o desafio do custo da mão de obra, que subiu 9,12% e atropelou a inflação geral de 4,44%. Esse peso no bolso, somado à queda do NUCI para 77,4%, mostra que o otimismo do setor ainda esbarra na dificuldade real de produzir e contratar. Para crescer os 2,7% previstos, o caminho será investir pesado em tecnologia e gestão para vencer esse apagão de profissionais qualificados.

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Mão de obra na construção civil em 2026