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Construção civil em 2026

O setor da construção civil brasileiro entra em 2026 com sinais mistos de recuperação e desafios pela frente, em um contexto de maior cautela econômica, segundo a coordenadora de Projetos da Construção do FGV/ Ibre Ana Maria Castelo.

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Após um desempenho moderado em 2025, quando o PIB da construção cresceu cerca de 1,7%, abaixo dos níveis observados anteriormente, em grande parte devido ao aperto nos custos e à falta de mão de obra qualificada (obras de acabamento), fatores que pressionaram as margens e reduziram o ritmo de obras e contratações formais.

Essa dinâmica mais lenta, ainda influenciada pelos juros elevados e pelas dificuldades de recrutar trabalhadores, molda as expectativas para 2026: um cenário em que a atividade deve crescer, mas sem aceleração brusca, exigindo que empresas busquem mais eficiência, inovação e estratégias para mitigar a alta de custos e a falta de profissionais no canteiro de obras.

Ainda assim, as estimativas da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), em parceria com o SindusCon-SP, indicam crescimento em torno de 2,7% no PIB do setor em um cenário-base, reforçando a perspectiva de expansão moderada para 2026.

Infraestrutura e habitação seguem como motores

Dados analisados para 2025 indicam que obras de infraestrutura responderam por cerca de metade do crescimento do setor (45,2%), impulsionadas por projetos públicos e concessões, enquanto o MCMV teve papel decisivo na retomada da habitação popular, com aumento expressivo no número de lançamentos e financiamentos.

 

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Para 2026, a expectativa é que esses dois pilares sigam relevantes, garantindo um crescimento mais estável da atividade, mesmo em um cenário de desafios como custos elevados, incertezas globais e limitações de mão de obra, reforçando a importância de políticas públicas e investimentos estruturantes para sustentar o avanço da construção civil no Brasil.

Custos em alta, especialmente com pessoal

Apesar da expansão moderada, a dificuldade em contratar profissionais qualificados atingiu níveis recordes desde 2010, tornando-se a barreira central ao crescimento. Esse gargalo é crítico em serviços de acabamento, onde a escassez severa pressiona os custos e impede que as empresas atendam plenamente à demanda do mercado.

Sendo que em 2026, a construção civil deve seguir pressionada pelos custos, com destaque para o comportamento do INCC-M, que continua acima da inflação geral e revela um desequilíbrio importante entre insumos e força de trabalho.

Em 2025, o índice acumulou alta de 6,1%, levemente inferior ao registrado em 2024 quando acumulou 6,34%, mas a composição desse resultado chama atenção: enquanto materiais e equipamentos avançaram cerca de 3,75%, mostrando desaceleração, os custos com mão de obra subiram expressivos 9,23%, superando em 1 ponto percentual o patamar do ano anterior (8,24).

Esse cenário indica que, em 2026, o setor deve enfrentar margens mais apertadas e maior dificuldade no planejamento de obras, reforçando a necessidade de ganhos de produtividade, gestão eficiente de equipes e adoção de soluções construtivas que ajudem a compensar o avanço mais acelerado dos custos trabalhistas.

Expectativas positivas e os desafios para 2026

Em 2026, a construção civil deve conviver com um cenário marcado por esperanças, incertezas e desafios, segundo análises recentes do setor. Apesar de um sentimento mais pessimista das empresas em relação ao desempenho geral da economia, a expectativa para os próprios negócios é de crescimento, sustentada principalmente pelo avanço dos investimentos privados.

Projeções da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) indicam que esses investimentos podem crescer em torno de 4%, com destaque para áreas de infraestrutura, que seguem atraindo capital mesmo em um ambiente macroeconômico mais cauteloso.

Dentro do setor, o sentimento mais positivo segue concentrado nas empresas de edificações residenciais, que veem 2026 como um ano de sustentação da demanda por moradia, apoiada principalmente pelos programas de crédito habitacional.

construção civil em 2026Esse otimismo se baseia em fatores concretos, como o orçamento robusto do FGTS destinado à habitação, que mantém uma parcela majoritária dos recursos voltada ao financiamento imobiliário popular, além dos ajustes recentes nas regras do SBPE, que ampliaram o acesso ao crédito e ajudaram a preservar o volume de financiamentos, mesmo em um ambiente de juros elevados.

 

Em 2024, a construção civil cresceu com a forte demanda das famílias por obras e reformas. Em 2025, esse impulso diminuiu, reduzindo a contribuição do segmento. Para 2026, a expectativa é de retomada gradual das reformas, com o Programa Reforma Casa Brasil contando com recursos de R$ 40 bilhões, o que deve impulsionar o crescimento do setor.

O setor projeta um aumento nas contratações para 2026, porém a escassez de trabalhadores e a baixa taxa de desemprego devem elevar os custos operacionais. Diante desse cenário, a superação dos limites de crescimento exigirá maior produtividade via industrialização e melhor acesso ao crédito para as empresas.

Conclusão

Em suma, 2026 será marcado por um contraste, enquanto o cenário macroeconômico gera cautela, o setor da construção projeta crescimento real impulsionado por fortes investimentos em infraestrutura e habitação.

O otimismo é sustentado pela ampliação do crédito imobiliário e por novos incentivos às reformas residenciais, que prometem manter a demanda aquecida. No entanto, o sucesso dessa trajetória depende de soluções estruturais para a escassez de trabalhadores e do avanço da industrialização para mitigar os altos custos operacionais.

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